Curitiba ganha primeiro mercado permanente de orgânicos do país

A cidade de Curitiba ganha, na próxima quinta-feira (12), o primeiro Mercado Permanente de Produtos Orgânicos do País, uma parceria do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Prefeitura Municipal de Curitiba. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e o secretário de Agricultura Familiar do MDA, Adoniram Peraci, participam da inauguração da obra, às 10h30. O recurso investido no mercado totalizou aproximadamente R$ 2,5 bilhões, dos quais R$ 1,9 bilhão é recurso do Ministério.
Integrado ao Mercado Municipal, principal referência em produtos alimentícios de Curitiba, o Mercado de Orgânicos é o primeiro espaço público no Brasil construído especialmente para comercialização de produtos orgânicos. São 22 espaços de comercialização com restaurante, mercearias, açougue, lanchonetes, lojas de artesanato, cosméticos, confecção e 12 bancas de hortifrutigranjeiros, sendo que quatro serão utilizadas pela Cooperativa de Comercialização da Agricultura Familiar Integrada (Coopafi).
Para o ministro Cassel, “a produção e o consumo de produtos orgânicos ganham importância no mercado brasileiro e mundial. A inauguração do mercado em Curitiba mostra que o estado do Paraná está no caminho certo, oferecendo produtos de boa qualidade aos consumidores e defendendo a preservação ambiental”.
Orgânicos no ParanáSegundo dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (SEAB), em 2007, eram aproximadamente cinco mil produtores de orgânicos no estado, responsáveis por 94 mil toneladas de produtos, e a área cultivada correspondia a 14 mil hectares no estado. A maioria dos estabelecimentos que cultiva orgânicos é formada por agricultores familiares.
A produção de orgânicos no Paraná é forte nos cinturões metropolitanos, nos quais destaca-se a produção de hortifrutigranjeiros, além de soja, café, frutas, cachaça, açúcar mascavo e erva-mate.
Apoio à produção orgânica
O MDA tem desenvolvido ações de fomento à produção e consumo de produtos orgânicos e oriundos de sistemas produtivos de base ecológica nos últimos seis anos. Neste período, o investimento foi de U$ 100 milhões. As principais medidas são: participação efetiva na construção do marco legal brasileiro, por meio do apoio aos segmentos da agricultura familiar; capacitação de mais de 100 mil técnicos e agricultores; pesquisa e desenvolvimento tecnológico; crédito produtivo e melhoria da infraestrutura de produção e comercialização; Programa de Aquisição de Alimentos (PAA); apoio à certificação de 250 grupos de agricultores familiares e apoio na participação de feiras de negócio nacionais e internacionais, como a BioFach.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário.

