Geleiras da Colômbia podem desaparecer até 2050

Uma das relíquias do último período glacial pode estar com seus dias contados. As geleiras da Colômbia, que ficam na altura da linha do equador e consideradas entre as mais vulneráveis do planeta podem desaparecer entre as décadas de 2040 e 2050. O alerta, publicado na revista Plos Climate, está sendo feito por cientistas que há anos pesquisam o local.

De acordo com o doutorando Santiago Márquez Arevalo, que tem sua pesquisa orientada pelo professor Álvaro Ávila Diaz, do Programa de Pós- Graduação em Meteorologia Aplicada da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Segundo os pesquisadores, a área total das geleiras andinas diminuiu cerca de 42% entre 1990 e 2023, passando de 2.429 km² para pouco mais de 1.400 km².

Os pesquisadores enfatizam que os efeitos desse derretimento não estão limitados apenas à Colômbia, uma vez que as mudanças no ciclo da água e na dinâmica climática podem repercutir em países vizinhos, como o Brasil, reforçando o caráter global e urgente do problema. “Estas geleiras, estão derretendo mais rapidamente do que outras ao redor do mundo. São formações presentes na Colômbia e no Equador, altamente sensíveis a variações de temperatura e radiação solar, o que acelera sua perda de massa”, destaca o professor Álvaro Ávila Diaz.

A solução apontado por eles, é de que haja mais investimentos em monitoramento e em estratégias para retardar a perda de gelo, mesmo que, em muitos casos, o desaparecimento já seja inevitável. E entendem que a maior divulgação desses dados pode contribuir para conscientizar a sociedade sobre a importância das geleiras, não apenas como paisagens remotas, mas como componentes essenciais do equilíbrio ambiental e da segurança hídrica.

Degelo na região de Nevado Santa Isabel, na Colômbia

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